Sinthoresp se manifesta sobre o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho e a manutenção dos salários para trabalhadores da hotelaria, bares e restaurantes.
São Paulo, 19 de outubro de 2026.
Nota Oficial sobre o fim da escala 6×1
O Sinthoresp, em nome dos trabalhadores e trabalhadoras de hotéis, bares, restaurantes e similares de São Paulo e região, manifesta sua satisfação com a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026, que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho, sem redução salarial. Aprovada pelo Senado Federal por 75 votos a 1, a medida é a primeira redução da jornada constitucional desde 1988 e um avanço histórico para a classe trabalhadora.
Garçons, cozinheiros, camareiras, recepcionistas e tantos outros profissionais passam praticamente toda a jornada em pé, mantendo a cidade funcionando em noites, fins de semana e feriados. Para eles, o segundo dia de descanso significa mais saúde, convívio familiar e tempo para os estudos: um ganho de qualidade de vida sem precedentes.
Valorizamos o debate democrático que levou a essa conquista, com a participação de trabalhadores, empregadores, especialistas e parlamentares. A proposta tramitou no Congresso Nacional desde 2019, foi discutida na Câmara dos Deputados, na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário do Senado e aprovada com votos de parlamentares da base do governo e da oposição. Construída ao longo de anos e por ampla maioria, a decisão é expressão legítima da democracia e concretiza uma reivindicação histórica, presente desde a Assembleia Nacional Constituinte. Por isso, é uma conquista dos trabalhadores, inscrita na Constituição.
A dificuldade de contratar e reter profissionais, apontada pelos empresários do nosso setor, é antiga, legítima e reforça a necessidade da mudança. Mais tempo de descanso, sem perdas na remuneração, tende a tornar o setor mais atrativo e reduzir a rotatividade.
Temas como formação profissional, tributação, custos de contratação e medidas de apoio às empresas são relevantes e devem ser debatidos com o Poder Público, com a participação de empregadores e trabalhadores. Esse debate, porém, não pode ter como contrapartida a supressão de direitos, nem condicionar a aplicação da Emenda ou adiar seus prazos. O descanso semanal ampliado, a jornada reduzida e a manutenção integral dos salários já integram a Constituição e não estão sujeitos a renúncia, redução ou supressão, por nenhum meio.
As particularidades de hotéis, bares e restaurantes, que funcionam à noite, fins de semana e feriados, não justificam uma proteção menor para seus trabalhadores, que não aceitarão novas exceções legais ou arranjos que, sob o argumento de flexibilidade, reduzam ou esvaziem os direitos conquistados. A negociação coletiva deve servir para ampliar a proteção do trabalhador, nunca para reduzi-la.
O Sindicato acompanhará cada etapa da implementação da nova jornada de trabalho e adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis diante de qualquer descumprimento, redução salarial ou tentativa de burlar a nova jornada.
O desenvolvimento do turismo e da gastronomia depende das empresas e dos profissionais que fazem a atividade acontecer todos os dias. O fim da escala 6×1 é um passo decisivo para valorizar quem trabalha, e o Sinthoresp seguirá mobilizado, em nome da categoria, para que essa conquista se concretize integralmente e sem retrocessos.
São Paulo, 19 de outubro de 2026.
Nota Oficial sobre o fim da escala 6×1
O Sinthoresp, em nome dos trabalhadores e trabalhadoras de hotéis, bares, restaurantes e similares de São Paulo e região, manifesta sua satisfação com a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026, que põe fim à escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho, sem redução salarial. Aprovada pelo Senado Federal por 75 votos a 1, a medida é a primeira redução da jornada constitucional desde 1988 e um avanço histórico para a classe trabalhadora.
Garçons, cozinheiros, camareiras, recepcionistas e tantos outros profissionais passam praticamente toda a jornada em pé, mantendo a cidade funcionando em noites, fins de semana e feriados. Para eles, o segundo dia de descanso significa mais saúde, convívio familiar e tempo para os estudos: um ganho de qualidade de vida sem precedentes.
Valorizamos o debate democrático que levou a essa conquista, com a participação de trabalhadores, empregadores, especialistas e parlamentares. A proposta tramitou no Congresso Nacional desde 2019, foi discutida na Câmara dos Deputados, na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário do Senado e aprovada com votos de parlamentares da base do governo e da oposição. Construída ao longo de anos e por ampla maioria, a decisão é expressão legítima da democracia e concretiza uma reivindicação histórica, presente desde a Assembleia Nacional Constituinte. Por isso, é uma conquista dos trabalhadores, inscrita na Constituição.
A dificuldade de contratar e reter profissionais, apontada pelos empresários do nosso setor, é antiga, legítima e reforça a necessidade da mudança. Mais tempo de descanso, sem perdas na remuneração, tende a tornar o setor mais atrativo e reduzir a rotatividade.
Temas como formação profissional, tributação, custos de contratação e medidas de apoio às empresas são relevantes e devem ser debatidos com o Poder Público, com a participação de empregadores e trabalhadores. Esse debate, porém, não pode ter como contrapartida a supressão de direitos, nem condicionar a aplicação da Emenda ou adiar seus prazos. O descanso semanal ampliado, a jornada reduzida e a manutenção integral dos salários já integram a Constituição e não estão sujeitos a renúncia, redução ou supressão, por nenhum meio.
As particularidades de hotéis, bares e restaurantes, que funcionam à noite, fins de semana e feriados, não justificam uma proteção menor para seus trabalhadores, que não aceitarão novas exceções legais ou arranjos que, sob o argumento de flexibilidade, reduzam ou esvaziem os direitos conquistados. A negociação coletiva deve servir para ampliar a proteção do trabalhador, nunca para reduzi-la.
O Sindicato acompanhará cada etapa da implementação da nova jornada de trabalho e adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis diante de qualquer descumprimento, redução salarial ou tentativa de burlar a nova jornada.
O desenvolvimento do turismo e da gastronomia depende das empresas e dos profissionais que fazem a atividade acontecer todos os dias. O fim da escala 6×1 é um passo decisivo para valorizar quem trabalha, e o Sinthoresp seguirá mobilizado, em nome da categoria, para que essa conquista se concretize integralmente e sem retrocessos.









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