Propriedade compartilhada ganha espaço como alternativa para férias e segunda residência

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Modelo permite dividir custos de aquisição e manutenção de imóveis de lazer, com períodos programados de uso; modalidade exige atenção às regras, taxas e perfil do comprador

Ter uma casa ou apartamento em um destino turístico continua sendo o desejo de muitas famílias brasileiras, mas os custos envolvidos na manutenção de uma segunda residência podem tornar esse objetivo pouco eficiente para quem utiliza o imóvel apenas durante algumas semanas ao ano.

Condomínio, impostos, manutenção, limpeza e conservação permanecem no orçamento mesmo durante os meses em que a propriedade está vazia. Nesse cenário, a propriedade compartilhada, especialmente por meio do sistema de multipropriedade, vem ganhando espaço como alternativa para quem deseja manter uma relação recorrente com um destino de férias sem adquirir sozinho um imóvel inteiro.

No Brasil, a multipropriedade é regulamentada pela Lei nº 13.777/2018, que estabeleceu o regime de propriedade compartilhada por frações de tempo. Na prática, diferentes pessoas podem ser proprietárias de um mesmo imóvel e utilizá-lo durante períodos previamente determinados.

O formato está presente principalmente em destinos turísticos e empreendimentos que combinam hospedagem, lazer e serviços, incluindo resorts e residenciais voltados para férias.

Divisão de custos é um dos principais atrativos

Entre os diferenciais do modelo está a possibilidade de adquirir apenas uma fração da propriedade. Dessa forma, o investimento inicial tende a ser menor em comparação à compra integral de uma segunda residência.

Os custos relacionados à propriedade, como manutenção, condomínio e demais despesas previstas no contrato, também são distribuídos entre os coproprietários.

A divisão pode fazer diferença especialmente para famílias que utilizariam uma segunda residência apenas algumas vezes ao ano. No modelo convencional, o proprietário assume sozinho os custos de um imóvel que pode permanecer sem utilização durante vários meses.

Isso não significa, entretanto, que a multipropriedade elimine despesas.

Antes da aquisição, é importante considerar taxas condominiais, manutenção, impostos, custos administrativos e eventuais cobranças extraordinárias.

A análise financeira deve considerar principalmente a relação entre o valor total investido e o número de dias de utilização efetiva do imóvel ao longo do ano.

Gestão profissional reduz preocupações com manutenção

Outra característica da propriedade compartilhada está na administração profissional do empreendimento.

Manter uma residência de férias distante da cidade onde o proprietário mora envolve uma série de tarefas, como limpeza, conservação, pequenos reparos e acompanhamento das condições do imóvel.

Nos empreendimentos administrados profissionalmente, essas responsabilidades passam para a gestão do complexo.

No litoral de Alagoas, por exemplo, a MME Vacation Club atua com produtos de férias compartilhadas e empreendimentos nos modelos de multipropriedade e direito de uso.

No Ipioca Beach Residence, em Maceió, segundo a empresa, a administração é responsável pela manutenção e operação dos apartamentos, permitindo que o proprietário encontre a unidade preparada durante o período reservado para utilização.

A empresa também comercializa o Ipioca Mar Resort, atualmente em fase de vendas e com previsão de entrega para 2030.

Planejamento das férias ganha previsibilidade

Para famílias que costumam viajar todos os anos em períodos semelhantes, outro benefício pode estar na previsibilidade.

Em destinos turísticos com alta procura durante férias escolares, feriados prolongados e alta temporada, encontrar hospedagem pode significar tarifas maiores ou necessidade de reservar com bastante antecedência.

Na propriedade compartilhada, a utilização ocorre de acordo com as regras previstas em contrato e com o sistema de reservas estabelecido pelo empreendimento.

Ipioca Beach Home Collection – Divulgação

O modelo, portanto, favorece principalmente quem consegue planejar as viagens com antecedência.

Essa característica também aproxima a multipropriedade da experiência de possuir uma segunda residência: a família retorna periodicamente ao mesmo empreendimento, mas divide a aquisição e os custos de manutenção com outros proprietários.

Estrutura de resort amplia proposta de valor

A infraestrutura disponível nos empreendimentos é outro fator considerado por consumidores interessados nesse segmento.

Projetos de propriedade compartilhada podem fazer parte de resorts ou condomínios que oferecem piscinas, áreas infantis, espaços gastronômicos, áreas de convivência e outros serviços.

A MME mantém empreendimentos em Ipioca, região turística de Maceió, entre eles o Ipioca Beach Residence & Resort, já em operação, e o Ipioca Beach Home Collection, atualmente em construção.

Já o Ipioca Mar Resort All Inclusive opera pelo modelo de direito de uso, modalidade diferente da multipropriedade.

Nesse sistema, o consumidor não necessariamente se torna proprietário de uma fração imobiliária, mas adquire o direito de utilização durante determinado período, conforme as condições contratuais.

Essa distinção é um dos pontos que precisam ser compreendidos antes da contratação.

Intercâmbio pode ampliar os destinos disponíveis

Alguns programas de férias compartilhadas também oferecem acesso a redes de intercâmbio.

Os empreendimentos da MME, por exemplo, participam de sistemas internacionais como a RCI – Resort Condominiums International.

Dependendo das regras do programa e da disponibilidade, o consumidor pode trocar seu período de utilização por estadias em outros empreendimentos participantes.

Ipioca Mar Resort All Inclusive – Divulgação

A alternativa amplia as possibilidades para quem não deseja passar todas as férias no mesmo destino.

No entanto, a troca não significa disponibilidade automática. Destinos, datas, unidades e possíveis taxas adicionais dependem das normas de cada programa.

Quem pode se beneficiar da propriedade compartilhada?

O modelo tende a fazer mais sentido para consumidores que já possuem o hábito de viajar regularmente e desejam manter uma estrutura de férias disponível ao longo dos anos.

Também pode ser interessante para famílias que valorizam infraestrutura de resort, previsibilidade e gestão profissional, mas não querem assumir integralmente os custos de uma segunda residência.

Antes da compra, porém, a comparação com outras alternativas é essencial.

É recomendável avaliar:

  • valor de aquisição da fração;
  • condomínio e custos recorrentes;
  • impostos e taxas administrativas;
  • despesas extraordinárias;
  • quantidade de dias disponíveis por ano;
  • regras para escolha das datas;
  • possibilidade de aluguel ou transferência;
  • condições para intercâmbio de destinos;
  • regras em caso de venda da fração.

O contrato deve ser analisado cuidadosamente, pois estabelece as condições de utilização e as responsabilidades do proprietário durante toda a vigência do negócio.

Modelo não atende todos os perfis

Apesar das vantagens, a propriedade compartilhada não é indicada para todos os tipos de viajantes.

Quem gosta de escolher destinos diferentes a cada viagem, costuma decidir as férias de última hora ou utiliza hospedagem poucas vezes durante o ano pode encontrar maior flexibilidade em hotéis, resorts ou imóveis de temporada.

Também é necessário cuidado ao analisar a aquisição exclusivamente como investimento financeiro.

A própria MME posiciona a multipropriedade principalmente como um produto relacionado ao lazer e ao planejamento de férias, e não necessariamente como uma aplicação voltada à geração de rentabilidade.

Para quem pretende comprar uma fração, portanto, a recomendação é comparar o custo total do produto ao longo dos anos com o valor que seria gasto em hospedagens equivalentes.

Mais do que simplesmente dividir um imóvel, a propriedade compartilhada propõe uma nova relação com a segunda residência: menos investimento individual e menos responsabilidade operacional, em troca de períodos determinados de utilização e regras compartilhadas de gestão.

Mais informações: mmevacationclub.com.br



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