8ª edição do Fórum Nacional de Turismo Religioso será realizada em Congonhas, de 24 a 26 de novembro, reunindo especialistas, destinos e representantes internacionais
Minas Gerais terá, em novembro, uma oportunidade estratégica para colocar sua força no turismo religioso em evidência no Brasil e no exterior. Entre os dias 24 e 26 de novembro, Congonhas será sede da 8ª edição do Fórum Nacional de Turismo Religioso, considerado um dos principais encontros brasileiros dedicados exclusivamente ao segmento.
A escolha de Congonhas reforça a importância do evento. Reconhecida internacionalmente por seu patrimônio religioso e artístico, especialmente pelo conjunto do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, a cidade será o ponto de encontro de lideranças religiosas, representantes do poder público, iniciativa privada, destinos, santuários, agências, operadoras, academia e profissionais do turismo.
Mais do que discutir tendências e desafios do setor, o Fórum deverá criar oportunidades de relacionamento, negócios e promoção turística. A programação prevê exposição, apresentação de destinos e santuários, grupos temáticos e rodada de negócios, ampliando o potencial de conexão entre os participantes e o território anfitrião.
Participação internacional amplia a visibilidade de Congonhas
Um dos destaques da edição de 2026 será a presença de representantes internacionais ligados a importantes destinos do turismo religioso.
De Portugal, participa o padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, um dos principais centros de peregrinação mariana do mundo.
O Chile estará representado por Juan Jorquera, interlocutor da Rede Mundial de Turismo Religioso no país, contribuindo para aproximar o Fórum do mercado latino-americano.
A presença internacional amplia o alcance do encontro e cria possibilidades de intercâmbio, cooperação e promoção entre destinos. Para Congonhas e Minas Gerais, representa também uma oportunidade de apresentar seus atrativos e estabelecer novas conexões com mercados especializados em peregrinação e turismo de fé.
O desafio de ser mais do que um destino anfitrião
Sediar um evento nacional não significa apenas disponibilizar infraestrutura para sua realização. Para o destino, a participação pode representar uma estratégia de promoção, relacionamento e desenvolvimento econômico.
Um exemplo recente foi o Fórum Regional Sudeste de Turismo Religioso, realizado no Espírito Santo. Na ocasião, o SEBRAE/ES e o Sistema Fecomércio-ES, por meio do Sesc e do Senac, participaram ativamente da realização do encontro.
A atuação das instituições foi além da disponibilização de espaço. O envolvimento também contemplou aspectos relacionados à logística, acolhimento dos participantes e condições necessárias para a realização do evento, contribuindo para uma experiência integrada entre conteúdo e território.
O resultado foi um encontro que reuniu representantes dos quatro estados do Sudeste e também proporcionou aos participantes uma experiência técnica relacionada aos destinos religiosos capixabas.
O modelo mostra que um evento pode ser utilizado pelo destino como uma verdadeira plataforma de promoção turística.


Minas Gerais tem patrimônio, destinos e mercado
Minas Gerais reúne alguns dos elementos mais importantes para o desenvolvimento do turismo religioso: patrimônio histórico, igrejas, santuários, festas tradicionais, manifestações culturais, roteiros de peregrinação e uma cadeia turística preparada para receber diferentes perfis de visitantes.
Nesse cenário, apoiar e participar ativamente do Fórum pode representar uma oportunidade para fortalecer a imagem de Minas Gerais como destino de turismo religioso, além de aproximar empresas, instituições e profissionais que atuam diretamente nesse mercado.
Para o setor de turismo, eventos desse porte também podem contribuir para estimular novas parcerias, desenvolver produtos, criar roteiros integrados e ampliar a permanência dos visitantes nos destinos.
Congonhas no centro das atenções
Durante três dias, Congonhas estará no centro das discussões nacionais sobre turismo religioso. A chegada de representantes de diferentes estados e de convidados internacionais cria uma oportunidade para que o município e o estado apresentem não apenas seus patrimônios religiosos, mas toda a estrutura turística disponível.
Hotéis, pousadas, restaurantes, agências, operadores, receptivos, transportadoras, atrativos culturais e demais empresas da cadeia podem se beneficiar da movimentação gerada pelo encontro.
A questão, portanto, ultrapassa a realização do Fórum.
Minas Gerais terá a oportunidade de decidir se será apenas o local que receberá a 8ª edição do Fórum Nacional de Turismo Religioso ou se aproveitará o evento para assumir o protagonismo como estado anfitrião.
De 24 a 26 de novembro, os olhares do mercado de turismo religioso estarão voltados para Congonhas. Para Minas Gerais, a oportunidade está colocada: transformar a realização do evento em uma vitrine para seus destinos, sua cultura, seu patrimônio e sua capacidade de receber o visitante da fé.









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